Médico esclarece dúvidas em live sobre hanseníase

Ação é promovida pela Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto

Até 31 de janeiro o Brasil está divulgando o mês Janeiro Roxo, oficializado pelo Ministério da Saúde como o mês de conscientização sobre a hanseníase, doença que coloca o país em segundo lugar no ranking mundial em número de casos, atrás apenas da Índia.

Por ano, são cerca de 30 mil novos casos – a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), porém, alerta que o país tenha de 3 a 5 vezes mais casos da doença.

Para esclarecer a população sobre sinais, sintomas e tratamento da hanseníase, a Beneficência Portuguesa convidou o dermatologista Fred Bernardes Filho para responder a dúvidas da população em uma live dia 27 de janeiro, às 18h, pelo Instagram @beneribeirao e pelo Facebook da campanha nacional Todos Contra a Hanseníase, da SBH, @todoscontraahanseniase.

“Temos uma equipe que não apenas está na linha de frente, atendendo pacientes, como também estuda e pesquisa sobre saúde, assina artigos científicos, palestra em eventos médicos e é nosso papel compartilhar esse conhecimento, especialmente nos meses de alerta sobre doenças. A experiência mostra que a educação para a saúde é responsável em grande parte pela qualidade de vida da população”, diz o diretor da Beneficência Portuguesa, Ricardo Marques.

Hanseníase

A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito em todo o país. Mas, segundo o dermatologista Fred Bernardes, já falta medicação em Ribeirão Preto para tratamento da doença. A PQT, ou poliquimioterapia, começou a faltar em várias regiões brasileiras no início da pandemia e recentemente pacientes da cidade passaram a reclamar da dificuldade de conseguir blisters fornecidos pelo município. O dermatologista Fred Bernardes Filho também é hansenólogo, membro da SBH e médico da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto. Ele tem diagnosticado vários casos de hanseníase na cidade e alerta que a doença não está controlada no Brasil. “A hanseníase é confundida com algumas outras doenças, como artrite ou artrose, por exemplo, uma vez que o bacilo causador da hanseníase ataca os nervos periféricos, provocando diminuição da sensibilidade em alguns pontos da pele e, com o tempo, mãos de garra, que podem ser confundidas com outras doenças”, alerta.